segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O diário perdido 4

Sexta-feira 23/12, dia ensolarado acordei com o maldito sol na minha cara, a vontade que eu tinha de poder explodir aquela grande estrela iluminada era gigantesca, mais ao mesmo tempo estava feliz, hoje estava fazendo um mês que estava ao lado da minha estrela maior, do meu real motivo de felicidade, estava fazendo um mês de namoro com Alice, Decidi tomar café da manha hoje e comendo estava imaginando o dia em que eu fui falar com o pai dela pela primeira vez, e conhecer o idiota do irmão junto com o tosco do primo dela, o pai dela por sinal foi o único que se salvou dos homens, um senhor simpático querendo mostrar autoridade mas mesmo assim simpático, e logico não podia esquecer de lembrar da doce mãe da Alice, que na qual eu ficava um bom tempo conversando quando a Alice teimava em ficar horas se trocando, mas logo cai na real, escovei meus dentes e fui para a escola, Alice já estava me esperando, sem suas amigas desta vez... Ainda bem pois, não gostava de nem uma delas, mas eu não podia parar de perceber que de um tempo pra cá, Alice vinha agindo de forma estranha, parecendo triste em nossas conversas, e sempre dizendo que tinha medo da gente terminar um dia, eu já sabia por dentro que nada era infinito muito menos esse conto de fadas que estávamos vivendo, mas iria lutar com unhas e dentes para chegar perto do tal infinito,cheguei perto dela e como sempre, meu coração disparava mesmo depois de um mês ao lado dela, ainda sentia aquelas sensações estranhas de antes, ela estava muito feliz e com um pulo me abraçou, e eu disse:
- Oi meu anjo, hoje a gente faz um mês, um mês que descobri o é a felicidade, um mês que eu conseguir sorrir de verdade, um mês em que eu descobrir o que o amor pode fazer com as pessoas... Um mês que eu tenho você, Alice... Eu te amo.
Ela me olhou com uma cara de assustada, mas ao mesmo tempo de emoção, eu puxei Alice pelo braço levemente e levei ela para dentro da escola, nossas primeiras aulas eram vagas, então poderíamos ficar mais um tempo juntos, chegamos no patio e ela virou e disse :
- Ei, Pedro..
Eu olhei rapidamente e perguntei o que foi, ela me segura pela mão e diz:
- Eu nunca fui uma menina totalmente feliz, sempre tive autos e baixos, sempre tive medo de tudo, inclusive de conhecer alguém, assim como você eu nunca fui tao alegre, sempre fingindo para todos, porque assim eu me sentia igual, e ninguém perguntaria o que estava acontecendo, mais isso mudou no instante em que eu te vi, lembra? Naquela festa chata, que a única coisa que salvava era a nossa musica, dês daquele instante eu descobri que você era pra mim, e hoje depois de tudo que eu passei com você, tenho a certeza que eu sou feliz, que eu consegui ser eu mesma e que, é com você que eu quero ficar, porque é você Pedro, é você que eu amo, e sempre amarei.
Eu olhei para vermelho de vergonha, e eu simplesmente travei, não sabia o que responder, o que dizer o que fazer... então, a única coisa que eu fiz foi puxá-la rapidamente e dar um beijo nela e logo depois disse:
- Alice, por favor vira de costas...
Ela me olhou com um olhar de duvida, e perguntou o porque daquilo, eu logo disse rapidamente, vira logo por favor, e ela disse:
- Ok nervosinho, você precisa mesmo tomar calmantes, meu estranho.
Eu não aguentei e ri, e respondi :
- Ei, eu sou normal pô.
Ela virou e eu abri minha mochila rapidamente, tinha uma caixinha, eu abri atras dela e disse para ela não olhar, tirei da caixa um colar de prata, com a primeira letra do meu nome, eu fui delicadamente levantando seus lindos cabelos, e dei um beijo de leve na sua nuca, e coloquei o colar em seu pescoço, depois rapidamente sentei em um banco e disse que ela poderia se virar e olhar, quando ela virou e olhou aquele colar em seu pescoço ela começou a chorar, e isso me assustou muito e eu perguntei o porque daquilo, ela olhou para mim e disse:
- Nada, eu vou no banheiro já vai dar o sinal mais tarde nós conversamos.
Quando eu levantei, bastante desapontado e triste ela segurou a minha mão e disse :
- Por favor, eu amo você, não desista de mim.
Eu entrei em desespero, e perguntei o porque essas coisas todas, o porque de tanta tristeza, e simplesmente ela disse que conversaria comigo depois, e saiu correndo para o banheiro.
Eu fui para a sala de aula pensando no porque daquela cena, no porque que Alice estava agindo de forma estranha de uns dias para cá, as aulas passavam e eu não conseguia me concentrar, só ficava pensando na Alice, e reavaliei o que Alice sentia por mim muitas vezes, quando o sinal tocou eu corri para fora da sala, e fiquei perto do corredor da Alice, onde todos os dias a gente se encontrava, ela veio com um ar de tristeza para o meu lado, e disse que precisaríamos conversar mas na escola não era um bom lugar e disse também para mim não ficar preocupado porque tudo ia dar certo, depois de ouvir isso eu fiquei ainda mais pior, mas me controlei, fiquei sentado ao lado dela e a única coisa que consegui fazer foi deitar a cabeça dela no meu ombro, e ficamos assim até o final do intervalo, o silencio predominou, e pela primeira vez o silencio me fez mal, pra dizer a verdade muito mal, e só foi rompido com o barulho infernal do intervalo, ela levantou, me puxou e me deu um beijo, e disse que no final da aula sairíamos para conversar.
Voltei para a sala, e fiquei mais três aulas, três intermináveis aulas, eu estava sufocando ali dentro, e o que me salvou foi o sinal, aquele maldito barulho me salvou e eu corri, para fora da escola, esperando a Alice sair, eu fiquei esperando na outra calçada, esperei um bom tempo até Alice sair, e lá estava ela, descendo as escadas e vindo de encontro a mim, meu coração disparou e eu só pensava no que ia acontecer agora, ela pegou na minha mão, deu um sorriso e disse vem comigo amor, eu fiquei imaginando o porque da troca de humor tao repentina, pensei seriamente que ela estava louca ou tinha algum tipo de problema psicológico, ela me levou até uma praça, perto da escola eu sentei em um banco e ela sentou do meu lado, e começou a dizer:
- Pedro, eu sei que você pode achar isso muito complicado, e difícil o natal tá chegando, e o meu presente veio antecipado, VOCÊ! , mas as coisas mudaram meu pai recebeu uma oferta de emprego, no interior de São Paulo, a mais ou menos umas duas semanas a trás, e a gente vai se mudar pra lá e eu não sei como vou te ver, não sei como eu vou continuar com você, e é por isso que eu estou sofrendo, é por isso que eu estou assim.
Depois de ouvir aquilo, tudo parou... meu coração depois de estar totalmente acelerado, começou a ficar bem lento por sinal, não sabia o que dizer, meu mundo simplesmente desmoronou de um minuto para outros, mas encontrei forças dentro de mim e disse:
- Ei, Alice olha para mim... Não a distancia nesse mundo que será capaz de tirar você de mim, você sempre estará comigo, no meu coração, e isso é o que importa, o resto a gente resolve, eu te amo, e não vou perder você!
Ela olhou para mim com os olhos cheio de lagrimas me abraçou forte e disse:
- Eu sabia...
Eu olhei para ela sem entender e perguntei para ela o que ela sabia, e ela respondeu:
- Sabia que achei o homem da minha vida.
Eu engoli seco, dei um sorriso de alivio e respirei fundo, mas, ai ela disse :
- Sabe qual é o meu maior desejo agora?
Eu perguntei qual era e ela respondeu :
- Passar o natal ao seu lado.
Eu olhei para ela com um pequeno sorriso e respondi:
- Ei, você vai passar, quando você vai embora?
Ela abaixou novamente a cabeça e respondeu com uma voz triste:
- Hoje...
Não soube o que responder, respirei fundo mais uma vez e falei:
- Calma, tudo vai da certo, confia em mim.
Nós nos levantamos e fomos até o ponto de ônibus, ela disse mais uma vez que me amava, e me deu um beijo, ela foi embora e apenas sentei ao lado do ponto, e pela primeira vez chorei por alguém, enquanto eu chorava, pensava em o que eu poderia fazer pra arrumar as coisas, cheguei em casa, contei para minha mãe ela tentou me acalmar mais não conseguiu, eu deitei na minha cama chorando e acabei caindo no sono.
Continua...

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