segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O diário Perdido 3

Terça-feira dia nublado caindo uma leve garoa acordei no mesmo horário de sempre, fiz minhas obrigações higiênicas, e sai até que feliz, adorava tempos frios e chuvosos mas, estava cansado tive uma noite nada fácil, meus remédios tinham acabados e eu acabei dormindo muito tarde e acordei cedo demais, o caminho para a escola parecia uma eternidade, bem parecido com uma maratona... Mas não poderia esquecer a tal frase incompleta da Alice, que eu estava louco para saber o que realmente era, então decidi pegar animo e ir o mais rápido possível para a escola, cheguei na escola os portões já estavam se fechando quando eu estava tentando entrar, tive que correr e implorar para a inspetora Débora que por sinal eu à odiava. Cheguei tao atrasado que não conseguir ver a Alice na porta, muito menos nos corredores, entrei na sala e fiquei sentado pensando se a Alice estava na escola, se ela estava bem, e também pode até parecer bobo mais pensei em como falar “oi” para ela.
Já estávamos na terceira aula, e eu mais uma vez não prestava atenção em nada, apenas ficava viajando na minha doce e adorável Alice, imaginando ela ali, sentada comigo mesmo que em silencio, só a presença dela já trazia luz ao meu dia, mas acabei caindo na real com o maldito sinal da escola, bem parecido talvez com aqueles sinais de presidio.
Tinha que correr, prometi para o professor de Física que iria ajudá-lo nos trabalhos de cartazes sobre Einstein, mas fui bem devagar nos corredores para ver se esbarrava em algum lugar com a Alice, mas foi em vão. Não a vi em lugar algum, e tinha muita vergonha de ir até a sala dela procurá-la. Fiquei cerca de mais duas aulas ajudando o professor na releitura da biografia e de algumas teorias do grande e magnifico Einstein, quando acabei tudo o intervalo já tinha passado, e eu não consegui ver a doce Alice, o que me restava agora era torcer para encontrar ela no final do período.
O sinal bateu, as aulas tinham acabado por hoje, e ainda estava chovendo lá fora mas dessa vez mais forte, eu corri com o coração quase saindo na boca de ansiedade para fora da escola, com o intuito de achá-la, mas foi em vão, não conseguir achá-la em canto algum, vi suas amigas indo embora e nada dela, fiquei meio desanimado, pois eu precisava vê-la, não sei certamente o motivo mas eu não conseguia mais ficar sem ouvir sua voz ou sentir que ela estava ao meu lado, quando eu escuto bem perto do meu ouvido, uma voz delicada, leve.. e que me fez ir ao céu e voltar dizendo:
- Está procurando alguém?
Eu respondo sem olhar para trás:
- Sim mais eu acho que acabei de encontrar! E você,também procura alguém?
Ouvi ela rindo (como sempre...), respondeu:
- Sim, e quem é a pessoa que você esta procurando?
Eu respirei fundo e falei:
- VOCÊ!
Senti a respiração dela mudar, ficou um pouco mais rápida,e ela disse com a voz mais perfeita do mundo :
- Que bom, porque eu acabei de achar o que eu queria, você!.
Eu virei de frente para ela, e ela me deu um beijo no rosto, um beijo meio demorado e ela disse:
- droga tempo horrível odeio chuva e frio, e você?
Eu dei um sorriso, e fiquei pensando por um momento “como que eu posso gostar tanto de uma pessoa que é totalmente o inverso de mim !?!?” mas logo respondi:
- Eu adoro chuva, amo o frio, o calor deixa a gente suado,grudando.. é nojento.
Ela começa a rir e me da um tapa de vagar no braço e fala :
- Ai Pedro, não é bem assim, tempo de calor tem suas qualidades sim tá!?, mas tudo bem eu aceito você estranho desse jeito, que tal me levar até a minha rua em? A gente pode ir conversando e está chovendo não gosto de ir sozinha.
Fiquei sem ação alguma, era perfeita essa ideia, mas como sempre, não poderia demonstrar tanto entusiasmo, mesmo que por dentro eu estava pulando de felicidade, coisa que não me acontecia a um bom tempo. E respondi:
- Tudo bem, posso levar sim, aonde você mora?
Ela com uma expressão esperançosa e alegre respondeu:
- Moro a três quadras da escola, é meio longe, meu pai não veio me buscar hoje e eu estou sem dinheiro para o ônibus vamos ter que ir apé, se importa?
Eu fiquei pensando em como eu odeio andar apé, em como eu odeio ir para lugares longe, mas não importava pois eu iria com ela, e respondi:
- Sem problemas, eu sou meio preguiçoso, mas aceito ir andando com você.
Ela segurou na minha mão com um pouco de força e rindo como sempre disse:
- então vamos porque eu não aguento mais ficar de baixo dessa chuva, meu cabelo já era, eu to ridícula fato!
Eu não consegui segurar a risada, pra dizer a verdade soltei uma boa gargalhada, parei ela na calçada, segurei a mão dela e enrolei umas mexas do seu cabelo molhado nos meus dedos e disse bem baixo no ouvido dela :
- Você esta linda, perfeita!
Depois que eu fiz isso, minha vontade foi me jogar no primeiro buraco que eu acha-se e nunca mais sair, mais me controlei e fui andando, quando ela me puxa e diz:
- Pedro, eu acho que gosto de você.
Ela na mesma hora ficou toda vermelha, e eu também mas, tive que me acalmar e disse:
- Pera, vamos sair dessa chuva pra você não ficar doente, e ai a gente conversa melhor, vou me sentir culpado se você ficar mal.
Fiquei pensando no que eu acabei de fazer, e cheguei na conclusão que foi a coisa mais tosca que eu poderia fazer naquela hora, então decidi resolver as coisas ali mesmo. Puxei ela para debaixo de uma arvore, olhei nos olhos dela e disse:
- Não quero perder você, porque eu não acho mais, eu tenho certeza!
Ela olhou meia assustada e esperançosa e perguntou, certeza do que?
Eu respirei fundo e falei :
- Tenho certeza que amo você.
E não me contive, e a beijei, e ela se entregou aos meus braços, depois de uns minutos ela parou o beijo e disse:
- Você me faz tao bem.
E neste mesmo tempo, o celular dela toca, era a mãe dela preocupada por causa do horário, ela disse que já estava chegando e segurando os risos, eu fiquei encostado na arvore rindo de tudo o que ela dizia e das caretas que ela fazia, e tive uma ideia! Cheguei e disse a ela.
- Vamos para minha casa, é pertinho da escola, pego dinheiro e você vai para casa, pode ser?
Ela recusou, mas eu sou bem teimoso e tinha dinheiro guardado na mochila para comprar um novo livro que saia hoje, mas nem liguei, e disse:
- Ok, então vamos para o ponto de ônibus e ponto.
Ela virou e disse rindo:
- Como amor? Não tenho dinheiro.
Respondi rapidamente:
- Mas eu tenho, e você já está toda molhada, precisa ir logo para casa, mas primeiro toma isso.
Tirei da mochila uma blusa de frio minha, e coloquei delicadamente encima de suas costas, ela pegou forte nas mangas e eu percebi que ela estava com frio, então peguei na mão dela e disse:
- Pronto, agora vamos pegar o ônibus.
Ela sorriu e agradeceu, pegou na minha mão, e fomos juntos até o ponto mais próximo da escola, ficamos esperando abraçados, e quando o ônibus chegou ela virou e me deu outro beijo, e disse:
- Até amanha amor, eu amo você.
Só deu tempo de dizer, eu amo você.
Ela subiu no ônibus e foi embora, quando o ônibus partiu, e eu atravessei de calçada, eu não me aguentei e comecei a dar pulos de alegria, até que sem querer pulo em uma poça e acabo todo ensopado,quando cheguei em casa, minha mãe não estava, subi tomei banho e deitei, e fiquei imaginando tudo o que aconteceu, como se fosse um filme, e pensando também, em como seria amanha.
Continua....

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