terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O diário Perdido 5

Sábado 24 de dezembro, acordei meio atordoado, minha cabeça explodia de dor e a primeira pessoa que veio em minha mente foi Alice, já era cerca de três horas da tarde e nem uma mensagem, nem um sinal, eu fiquei pensando no desejo dela, e fui tomar banho, me troquei, e percebi que poderia fazer aquele desejo se realizar, mas teria que ter coragem, e um cérebro de minhoca mas iria tentar, dei boa tarde para minha mãe peguei minha chave e minha blusa de frio coloquei o capuz e sai de casa em direção a uma das amigas idiotas da Alice, elas sabiam para onde Alice estava indo, tinha certeza, depois de andar por três quarteirões cheguei ao prédio da Fernanda, melhor amiga de Alice, e também uma das mais idiotas pessoas da escola, pedi para o porteiro chamá-la e ela disse pelo interfone para mim subir, 13º andar apartamento 135. Como tinha medo de elevador, corri pelas escadas, cheguei no corredor do 13º andar totalmente morto, exausto, pigando suor, mas não podia perder tempo apertei a campainha e ela atendeu a porta, como sempre me olhando de baixo para cima ela disse :
- O que você quer aqui?
Eu respirei fundo tentando procurar ar, e respondi :
- Fernanda, eu sei que você não gosta de mim, e pode ter toda certeza que eu também não gosto de você, mas preciso que você me de o endereço novo da Alice, eu preciso! Não faça isso por mim e sim por ela.
Ela olhou para mim e mandou eu entrar, e disse que iria pegar o endereço, eu fiquei em pé na sala, esperando ela voltar, e depois de uns quinze minutos ela voltou com um pequeno pedaço de papel, e dizendo que Alice tinha dado para ela ontem. Eu olhei para ela, peguei o pedaço de papel e não consegui me conter, dei um abraço nela e disse :
- Eu ainda te odeio, mas agora por esses 30 minutos da minha vida, a raiva que eu sinto por você diminuiu 0,0001%.
Ela riu, e eu rapidamente disse adeus, e corri feito um louco pelas escadas, sai do prédio, e fui para casa. Disse para minha mãe o que eu queria fazer, ela não aceitou, mas disse que se era o que eu queria realmente, ela me ajudaria. Eu corri, e peguei minha mochila, juntei todas as minhas economias para o meu novo computador e minha nova coleção de livros, e coloquei na mochila, pedi ajuda para minha mãe apenas para ela me levar até a rodoviária, onde eu pegaria a ultima passagem para campinas, logo eu que odiava ônibus teria que aguentar uma hora dentro daquilo, dei adeus para minha mãe, e disse que no dia seguinte estaria de volta, ela não ficou muito feliz, mas me beijou e disse:
- Meu filho, tome cuidado, eu te amo e ligue para mim assim que chegar, vá com Deus.
Eu disse que ligaria, dei outro beijo nela e subi naquele maldito ônibus fedorento, e fui embora, fiquei com a garganta entalada em deixar minha mãe ali, mas não pude esconder a felicidade de ir reencontrar Alice.
Depois de duas horas, eu cheguei em campinas, e rapidamente sai do ônibus e liguei para minha mãe, já era 6 horas da tarde, ela precisava de noticias, liguei e disse que estava tudo bem e estava em campinas já, agora só precisava encontrar um bairro chamado Cambuí, na rodoviária mesmo perguntei para um homem, parecia segurança, ele tentou me explicar mas disse que era um pouco longe, e disse que era melhor eu pegar um táxi, segui as instruções dele, e peguei um táxi e disse que queria ir para Cambuí, no edifício “Flores de Outono”, depois de uns 30 minutos ele parou e disse que já tínhamos chegados, eu paguei para ele, e agradeci quando eu desci eu fiquei totalmente perdido, me senti totalmente deslocado, mas entrei na recepção do prédio, e expliquei tudo para uma mulher que estava lá ao lado do porteiro, eles acharam aquilo emocionante, perigoso, mas emocionante, e disse que falaria que era uma tia de Alice, eles ligaram para o apartamento 215, 15º andar, meu estomago embrulhou, Alice disse que poderia subir.
O porteiro disse rapidamente para mim que ela estava a espera no apartamento, mas decidi fazer uma coisa antes, sai correndo do prédio, e fui ao supermercado que tinha quase ao lado, e comprei dois pacotes de bolacha, e duas latas de coca, coloquei na mochila e corri novamente para o prédio,
agora, era apenas eu e o elevador, essa maldita invenção demoníaca, que na qual eu morria de medo, mas não conseguiria subir 15 andares de escada, então fechei os olhos e entrei, aquilo estava me matando, meu coração acelerava, minhas penas balançava, e eu não sabia se era de emoção por estar a apenas 15 andares da Alice ou do maldito elevador que nunca parava de subir. Quando de repente o elevador para, e a porta abre, eu como sempre, mal vestido, de calça jeans, all star, blusa de frio preta e uma mochila velha bem gasta por sinal, mesmo assim encarei a campainha e apertei feliz.
A mãe dela abriu e quando iria gritar meu nome, fiz um sinal para ela ficar em silencio e disse que estava procurando a Alice, ela saiu do apartamento fechou a porta e disse no corredor para mim, que Alice ficou o dia todo no quarto, esperando minha ligação, então perguntei se poderia fazer uma surpresa, a mãe dela disse que tudo bem, que eu sempre era bem vindo.
Eu entrei na casa dela, e delicadamente fui até o quarto da Alice, a porta estava encostada, Alice estava vendo TV, de costas para a porta, eu abri rapidamente e disse lentamente:
- Não a distancia no mundo, suficiente para fazer você ficar longe de mim.
Ela deu um pulo da cama, e parecia assustada, mas logo chorou, ela saiu da cama e pulou em mim me abraçando fortemente, e me dando um beijo, ela não sabia o que falar oque perguntar mas foi tentando, e disse:
- Meu Deus, amor!! como você chegou aqui? como você sabia? Você é realmente muito louco você sabe né?
Eu não aguentei e comecei a rir, e respondi para ela:
- Fui atrás de sua amiga, a idiota da Fernanda, e eu sei, eu sei que eu sou realmente muito louco, louco por você Alice! E foi por você meu amor, que eu aguentei duas horas de ônibus e quinze andares de elevador, foi por você que eu fiz tudo isso, foi por você Alice, porque... você é tudo que importa pra mim.
Ela chorando, me abraçou e disse :
- Agora sim eu posso dizer, sou a menina mais feliz desse mundo, graças a VOCÊ!, eu preciso de você, eu quero você pra sempre, eu amo você Pedro.
Depois disso, quando era quase meia noite fomos para a varanda e eu abri a mochila e disse :
- eu não sou muito bom com ceias de natal, sempre é a minha mãe que prepara, mas hoje eu vou fazer a nossa.
Coloquei minha blusa no chão, e encima coloquei duas latas de coca e dois pacotes de bolacha, e dei um beijo na testa dela dizendo:
- Feliz natal meu anjo.
Ela riu muito, com a nossa ceia, mas sinceramente foi a melhor ceia de natal de todas! Então depois de comermos eu liguei para minha mãe contei tudo e desejei com todo carinho um feliz natal para ela, e disse que amanha estaria de volta, Alice voltaria amanha também pois o pai dela pediu demissão e disse que o trabalho anterior era o suficiente para ele, que na realidade era mentira ele pediu demissão porque nao aguentou deixar tudo para trás.
No dia seguinte, eu estava ainda na varanda, quando todos acordaram, mais uma noite sem sono, mas estava com Alice, deitada nos meus braços, aquele momento foi o mais perfeito que eu poderia ter. Voltamos para São Paulo, e hoje, dia 25 de dezembro encerro este diário, decidi que esta na hora de parar de escrever, e apenas viver, e os registros daqui em diante ? Deixo tudo registrado no meu coração.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O diário perdido 4

Sexta-feira 23/12, dia ensolarado acordei com o maldito sol na minha cara, a vontade que eu tinha de poder explodir aquela grande estrela iluminada era gigantesca, mais ao mesmo tempo estava feliz, hoje estava fazendo um mês que estava ao lado da minha estrela maior, do meu real motivo de felicidade, estava fazendo um mês de namoro com Alice, Decidi tomar café da manha hoje e comendo estava imaginando o dia em que eu fui falar com o pai dela pela primeira vez, e conhecer o idiota do irmão junto com o tosco do primo dela, o pai dela por sinal foi o único que se salvou dos homens, um senhor simpático querendo mostrar autoridade mas mesmo assim simpático, e logico não podia esquecer de lembrar da doce mãe da Alice, que na qual eu ficava um bom tempo conversando quando a Alice teimava em ficar horas se trocando, mas logo cai na real, escovei meus dentes e fui para a escola, Alice já estava me esperando, sem suas amigas desta vez... Ainda bem pois, não gostava de nem uma delas, mas eu não podia parar de perceber que de um tempo pra cá, Alice vinha agindo de forma estranha, parecendo triste em nossas conversas, e sempre dizendo que tinha medo da gente terminar um dia, eu já sabia por dentro que nada era infinito muito menos esse conto de fadas que estávamos vivendo, mas iria lutar com unhas e dentes para chegar perto do tal infinito,cheguei perto dela e como sempre, meu coração disparava mesmo depois de um mês ao lado dela, ainda sentia aquelas sensações estranhas de antes, ela estava muito feliz e com um pulo me abraçou, e eu disse:
- Oi meu anjo, hoje a gente faz um mês, um mês que descobri o é a felicidade, um mês que eu conseguir sorrir de verdade, um mês em que eu descobrir o que o amor pode fazer com as pessoas... Um mês que eu tenho você, Alice... Eu te amo.
Ela me olhou com uma cara de assustada, mas ao mesmo tempo de emoção, eu puxei Alice pelo braço levemente e levei ela para dentro da escola, nossas primeiras aulas eram vagas, então poderíamos ficar mais um tempo juntos, chegamos no patio e ela virou e disse :
- Ei, Pedro..
Eu olhei rapidamente e perguntei o que foi, ela me segura pela mão e diz:
- Eu nunca fui uma menina totalmente feliz, sempre tive autos e baixos, sempre tive medo de tudo, inclusive de conhecer alguém, assim como você eu nunca fui tao alegre, sempre fingindo para todos, porque assim eu me sentia igual, e ninguém perguntaria o que estava acontecendo, mais isso mudou no instante em que eu te vi, lembra? Naquela festa chata, que a única coisa que salvava era a nossa musica, dês daquele instante eu descobri que você era pra mim, e hoje depois de tudo que eu passei com você, tenho a certeza que eu sou feliz, que eu consegui ser eu mesma e que, é com você que eu quero ficar, porque é você Pedro, é você que eu amo, e sempre amarei.
Eu olhei para vermelho de vergonha, e eu simplesmente travei, não sabia o que responder, o que dizer o que fazer... então, a única coisa que eu fiz foi puxá-la rapidamente e dar um beijo nela e logo depois disse:
- Alice, por favor vira de costas...
Ela me olhou com um olhar de duvida, e perguntou o porque daquilo, eu logo disse rapidamente, vira logo por favor, e ela disse:
- Ok nervosinho, você precisa mesmo tomar calmantes, meu estranho.
Eu não aguentei e ri, e respondi :
- Ei, eu sou normal pô.
Ela virou e eu abri minha mochila rapidamente, tinha uma caixinha, eu abri atras dela e disse para ela não olhar, tirei da caixa um colar de prata, com a primeira letra do meu nome, eu fui delicadamente levantando seus lindos cabelos, e dei um beijo de leve na sua nuca, e coloquei o colar em seu pescoço, depois rapidamente sentei em um banco e disse que ela poderia se virar e olhar, quando ela virou e olhou aquele colar em seu pescoço ela começou a chorar, e isso me assustou muito e eu perguntei o porque daquilo, ela olhou para mim e disse:
- Nada, eu vou no banheiro já vai dar o sinal mais tarde nós conversamos.
Quando eu levantei, bastante desapontado e triste ela segurou a minha mão e disse :
- Por favor, eu amo você, não desista de mim.
Eu entrei em desespero, e perguntei o porque essas coisas todas, o porque de tanta tristeza, e simplesmente ela disse que conversaria comigo depois, e saiu correndo para o banheiro.
Eu fui para a sala de aula pensando no porque daquela cena, no porque que Alice estava agindo de forma estranha de uns dias para cá, as aulas passavam e eu não conseguia me concentrar, só ficava pensando na Alice, e reavaliei o que Alice sentia por mim muitas vezes, quando o sinal tocou eu corri para fora da sala, e fiquei perto do corredor da Alice, onde todos os dias a gente se encontrava, ela veio com um ar de tristeza para o meu lado, e disse que precisaríamos conversar mas na escola não era um bom lugar e disse também para mim não ficar preocupado porque tudo ia dar certo, depois de ouvir isso eu fiquei ainda mais pior, mas me controlei, fiquei sentado ao lado dela e a única coisa que consegui fazer foi deitar a cabeça dela no meu ombro, e ficamos assim até o final do intervalo, o silencio predominou, e pela primeira vez o silencio me fez mal, pra dizer a verdade muito mal, e só foi rompido com o barulho infernal do intervalo, ela levantou, me puxou e me deu um beijo, e disse que no final da aula sairíamos para conversar.
Voltei para a sala, e fiquei mais três aulas, três intermináveis aulas, eu estava sufocando ali dentro, e o que me salvou foi o sinal, aquele maldito barulho me salvou e eu corri, para fora da escola, esperando a Alice sair, eu fiquei esperando na outra calçada, esperei um bom tempo até Alice sair, e lá estava ela, descendo as escadas e vindo de encontro a mim, meu coração disparou e eu só pensava no que ia acontecer agora, ela pegou na minha mão, deu um sorriso e disse vem comigo amor, eu fiquei imaginando o porque da troca de humor tao repentina, pensei seriamente que ela estava louca ou tinha algum tipo de problema psicológico, ela me levou até uma praça, perto da escola eu sentei em um banco e ela sentou do meu lado, e começou a dizer:
- Pedro, eu sei que você pode achar isso muito complicado, e difícil o natal tá chegando, e o meu presente veio antecipado, VOCÊ! , mas as coisas mudaram meu pai recebeu uma oferta de emprego, no interior de São Paulo, a mais ou menos umas duas semanas a trás, e a gente vai se mudar pra lá e eu não sei como vou te ver, não sei como eu vou continuar com você, e é por isso que eu estou sofrendo, é por isso que eu estou assim.
Depois de ouvir aquilo, tudo parou... meu coração depois de estar totalmente acelerado, começou a ficar bem lento por sinal, não sabia o que dizer, meu mundo simplesmente desmoronou de um minuto para outros, mas encontrei forças dentro de mim e disse:
- Ei, Alice olha para mim... Não a distancia nesse mundo que será capaz de tirar você de mim, você sempre estará comigo, no meu coração, e isso é o que importa, o resto a gente resolve, eu te amo, e não vou perder você!
Ela olhou para mim com os olhos cheio de lagrimas me abraçou forte e disse:
- Eu sabia...
Eu olhei para ela sem entender e perguntei para ela o que ela sabia, e ela respondeu:
- Sabia que achei o homem da minha vida.
Eu engoli seco, dei um sorriso de alivio e respirei fundo, mas, ai ela disse :
- Sabe qual é o meu maior desejo agora?
Eu perguntei qual era e ela respondeu :
- Passar o natal ao seu lado.
Eu olhei para ela com um pequeno sorriso e respondi:
- Ei, você vai passar, quando você vai embora?
Ela abaixou novamente a cabeça e respondeu com uma voz triste:
- Hoje...
Não soube o que responder, respirei fundo mais uma vez e falei:
- Calma, tudo vai da certo, confia em mim.
Nós nos levantamos e fomos até o ponto de ônibus, ela disse mais uma vez que me amava, e me deu um beijo, ela foi embora e apenas sentei ao lado do ponto, e pela primeira vez chorei por alguém, enquanto eu chorava, pensava em o que eu poderia fazer pra arrumar as coisas, cheguei em casa, contei para minha mãe ela tentou me acalmar mais não conseguiu, eu deitei na minha cama chorando e acabei caindo no sono.
Continua...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O diário Perdido 3

Terça-feira dia nublado caindo uma leve garoa acordei no mesmo horário de sempre, fiz minhas obrigações higiênicas, e sai até que feliz, adorava tempos frios e chuvosos mas, estava cansado tive uma noite nada fácil, meus remédios tinham acabados e eu acabei dormindo muito tarde e acordei cedo demais, o caminho para a escola parecia uma eternidade, bem parecido com uma maratona... Mas não poderia esquecer a tal frase incompleta da Alice, que eu estava louco para saber o que realmente era, então decidi pegar animo e ir o mais rápido possível para a escola, cheguei na escola os portões já estavam se fechando quando eu estava tentando entrar, tive que correr e implorar para a inspetora Débora que por sinal eu à odiava. Cheguei tao atrasado que não conseguir ver a Alice na porta, muito menos nos corredores, entrei na sala e fiquei sentado pensando se a Alice estava na escola, se ela estava bem, e também pode até parecer bobo mais pensei em como falar “oi” para ela.
Já estávamos na terceira aula, e eu mais uma vez não prestava atenção em nada, apenas ficava viajando na minha doce e adorável Alice, imaginando ela ali, sentada comigo mesmo que em silencio, só a presença dela já trazia luz ao meu dia, mas acabei caindo na real com o maldito sinal da escola, bem parecido talvez com aqueles sinais de presidio.
Tinha que correr, prometi para o professor de Física que iria ajudá-lo nos trabalhos de cartazes sobre Einstein, mas fui bem devagar nos corredores para ver se esbarrava em algum lugar com a Alice, mas foi em vão. Não a vi em lugar algum, e tinha muita vergonha de ir até a sala dela procurá-la. Fiquei cerca de mais duas aulas ajudando o professor na releitura da biografia e de algumas teorias do grande e magnifico Einstein, quando acabei tudo o intervalo já tinha passado, e eu não consegui ver a doce Alice, o que me restava agora era torcer para encontrar ela no final do período.
O sinal bateu, as aulas tinham acabado por hoje, e ainda estava chovendo lá fora mas dessa vez mais forte, eu corri com o coração quase saindo na boca de ansiedade para fora da escola, com o intuito de achá-la, mas foi em vão, não conseguir achá-la em canto algum, vi suas amigas indo embora e nada dela, fiquei meio desanimado, pois eu precisava vê-la, não sei certamente o motivo mas eu não conseguia mais ficar sem ouvir sua voz ou sentir que ela estava ao meu lado, quando eu escuto bem perto do meu ouvido, uma voz delicada, leve.. e que me fez ir ao céu e voltar dizendo:
- Está procurando alguém?
Eu respondo sem olhar para trás:
- Sim mais eu acho que acabei de encontrar! E você,também procura alguém?
Ouvi ela rindo (como sempre...), respondeu:
- Sim, e quem é a pessoa que você esta procurando?
Eu respirei fundo e falei:
- VOCÊ!
Senti a respiração dela mudar, ficou um pouco mais rápida,e ela disse com a voz mais perfeita do mundo :
- Que bom, porque eu acabei de achar o que eu queria, você!.
Eu virei de frente para ela, e ela me deu um beijo no rosto, um beijo meio demorado e ela disse:
- droga tempo horrível odeio chuva e frio, e você?
Eu dei um sorriso, e fiquei pensando por um momento “como que eu posso gostar tanto de uma pessoa que é totalmente o inverso de mim !?!?” mas logo respondi:
- Eu adoro chuva, amo o frio, o calor deixa a gente suado,grudando.. é nojento.
Ela começa a rir e me da um tapa de vagar no braço e fala :
- Ai Pedro, não é bem assim, tempo de calor tem suas qualidades sim tá!?, mas tudo bem eu aceito você estranho desse jeito, que tal me levar até a minha rua em? A gente pode ir conversando e está chovendo não gosto de ir sozinha.
Fiquei sem ação alguma, era perfeita essa ideia, mas como sempre, não poderia demonstrar tanto entusiasmo, mesmo que por dentro eu estava pulando de felicidade, coisa que não me acontecia a um bom tempo. E respondi:
- Tudo bem, posso levar sim, aonde você mora?
Ela com uma expressão esperançosa e alegre respondeu:
- Moro a três quadras da escola, é meio longe, meu pai não veio me buscar hoje e eu estou sem dinheiro para o ônibus vamos ter que ir apé, se importa?
Eu fiquei pensando em como eu odeio andar apé, em como eu odeio ir para lugares longe, mas não importava pois eu iria com ela, e respondi:
- Sem problemas, eu sou meio preguiçoso, mas aceito ir andando com você.
Ela segurou na minha mão com um pouco de força e rindo como sempre disse:
- então vamos porque eu não aguento mais ficar de baixo dessa chuva, meu cabelo já era, eu to ridícula fato!
Eu não consegui segurar a risada, pra dizer a verdade soltei uma boa gargalhada, parei ela na calçada, segurei a mão dela e enrolei umas mexas do seu cabelo molhado nos meus dedos e disse bem baixo no ouvido dela :
- Você esta linda, perfeita!
Depois que eu fiz isso, minha vontade foi me jogar no primeiro buraco que eu acha-se e nunca mais sair, mais me controlei e fui andando, quando ela me puxa e diz:
- Pedro, eu acho que gosto de você.
Ela na mesma hora ficou toda vermelha, e eu também mas, tive que me acalmar e disse:
- Pera, vamos sair dessa chuva pra você não ficar doente, e ai a gente conversa melhor, vou me sentir culpado se você ficar mal.
Fiquei pensando no que eu acabei de fazer, e cheguei na conclusão que foi a coisa mais tosca que eu poderia fazer naquela hora, então decidi resolver as coisas ali mesmo. Puxei ela para debaixo de uma arvore, olhei nos olhos dela e disse:
- Não quero perder você, porque eu não acho mais, eu tenho certeza!
Ela olhou meia assustada e esperançosa e perguntou, certeza do que?
Eu respirei fundo e falei :
- Tenho certeza que amo você.
E não me contive, e a beijei, e ela se entregou aos meus braços, depois de uns minutos ela parou o beijo e disse:
- Você me faz tao bem.
E neste mesmo tempo, o celular dela toca, era a mãe dela preocupada por causa do horário, ela disse que já estava chegando e segurando os risos, eu fiquei encostado na arvore rindo de tudo o que ela dizia e das caretas que ela fazia, e tive uma ideia! Cheguei e disse a ela.
- Vamos para minha casa, é pertinho da escola, pego dinheiro e você vai para casa, pode ser?
Ela recusou, mas eu sou bem teimoso e tinha dinheiro guardado na mochila para comprar um novo livro que saia hoje, mas nem liguei, e disse:
- Ok, então vamos para o ponto de ônibus e ponto.
Ela virou e disse rindo:
- Como amor? Não tenho dinheiro.
Respondi rapidamente:
- Mas eu tenho, e você já está toda molhada, precisa ir logo para casa, mas primeiro toma isso.
Tirei da mochila uma blusa de frio minha, e coloquei delicadamente encima de suas costas, ela pegou forte nas mangas e eu percebi que ela estava com frio, então peguei na mão dela e disse:
- Pronto, agora vamos pegar o ônibus.
Ela sorriu e agradeceu, pegou na minha mão, e fomos juntos até o ponto mais próximo da escola, ficamos esperando abraçados, e quando o ônibus chegou ela virou e me deu outro beijo, e disse:
- Até amanha amor, eu amo você.
Só deu tempo de dizer, eu amo você.
Ela subiu no ônibus e foi embora, quando o ônibus partiu, e eu atravessei de calçada, eu não me aguentei e comecei a dar pulos de alegria, até que sem querer pulo em uma poça e acabo todo ensopado,quando cheguei em casa, minha mãe não estava, subi tomei banho e deitei, e fiquei imaginando tudo o que aconteceu, como se fosse um filme, e pensando também, em como seria amanha.
Continua....

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O diário perdido 2

Segunda-feira era cerca de seis e quarenta e cinco da manha, minha mãe entra em meu quarto e solta o seu berro matinal abrindo a janela:
- Pedro acorda AGORA.
Despertei do meu sono nada profundo olhei para ela e respondi :
- Bom dia minha mãe, que dia lindo está lá fora hoje em!
Logo minha mãe me olha com uma cara de surpresa e pergunta :
- Você esta bem? Está doente?
Eu pensei por alguns minutos se estava realmente doente, mas logo respondi com toda certeza do mundo:
- Não mãe, não estou!
Fui tomar banho e fazer o que todo dia eu estava acostumado a fazer, mais não sei... avia alguma coisa diferente em mim, uma felicidade, um desejo inexplicado que eu não sentia há muito tempo, escovei meus dentes me troquei e fui indo para escola, com um pouco de fome mas eu sabia que se eu comece de manha iria passar mal como sempre.
Cheguei no portão da escola muito feliz mas que não era de costume, e como sempre não demonstrando nada para ninguém, sempre achei coisa de pessoas fracas demonstrar sentimentos e tudo mais, mas estava com esperança de encontrar Alice, como combinamos na festa. Mas não à achei, fiquei meio decepcionado e logo pensei “ esse será mais um dia como todos os outros mesmo”e com este pensamento vou entrando em direção a escola, quando sinto delicadamente duas mãos tamparem meus olhos, mãos leves, macias e cheia de carinho. E ouso em meu ouvido a seguinte pergunta:
- Oi, estou muito atrasada? Sabe quem é ? (risos)
Meu coração acelerou, minha boca logo ficou seca e eu pensando em mil coisas respondi :
- Ufa, você veio, Alice?
Ela tira as mãos dos meus olhos e ri, dizendo:
-Bom dia Pedrinho, Tudo bem?
Entramos na escola e eu ao seu lado respondi meio sem graça:
- Bom dia Alice, esta tudo bem e com você ?
Ela continuava rindo baixo e eu pensando “ ou eu sou um palhaço, ou ela tem problema ” e logo respondeu :
- Estou bem Pedro.
Já estávamos na porta de sua sala e sem muito assunto para variar, eu digo :
- Bem, está entregue! Nos vemos no intervalo então?
Ela abre um grande sorriso e diz:
-Muito obrigada Pedro, no intervalo? Sim com toda certeza.
Logo fiquei muito feliz, mas pela primeira vez na vida, não consegui esconder o que eu estava sentindo era uma coisa muito forte, surreal. Dei um grande sorriso e fui virando as costas quando ela segura a mira mão rindo como sempre, e diz :
- Pedro, desta vez eu irei buscá-lo!
Eu olho rapidamente e respondo :
- A Tudo bem, eu vou te esperar na porta da minha sala então. Até mais.
E fui para minha sala, estava um pouco atrasado mais não ligava, a primeira aula era Física cheguei na sala a chamada já estava quase no meu numero em partes tive sorte, o professor Alberto gostava de mim, e eu gostava da matéria dele, era viciado em cálculos conversei e disse a ele que tinha chegado atrasado, logo ele não se importou.
Passou-se quatro aulas, e em todas não consegui me concentrar em nem uma, ficava apenas pensando na Alice e em porque ela me faz me sentir tao bem? Como ela conseguia tirar a angustia que eu carregava em meu peito durante anos com apenas um sorriso? Isso me corroía por dentro, o desejo de respostas, a vontade de sair daquela sala e ir logo para o intervalo para ficar mais um tempo com a Alice estava de certa forma me sufocando.
O sinal bateu e meu coração acelerou junto, aquela sensação de panico voltou a toma conta do meu corpo, mas respirei fundo e à esperei como combinado na porta da sala, com o meu livro de física que eu peguei para estudar e rever algumas teorias que eu fiz referente a alguns exercícios passado pelo professor, quando vejo a sombra de alguém sentar ao meu lado, eu rapidamente olho para o lado e vejo Alice com um grande sorriso, ela rapidamente falou como sempre rindo:
- Ei, você é muito quieto! Vamos andar um pouco, larga este livro seu nerdzinho.
Eu olhei para ela e me perguntei se ela tinha algum problema, pra ficar sempre rindo, sempre feliz, mas logo cai ao mundo real e respondi :
- Eu sou assim mesmo, sinceramente não sei como você consegue ficar ao meu lado, sou bastante chato, minha vida se resume nisso Alice, livros e estudos só.
Ela olhou para mim com um olhar meio triste mas parecendo esperançosa e respondeu :
- Eu fico com você, porque gosto de você, você me faz bem mesmo sendo assim, quieto... estranho. (risos).
Olhei novamente para ela fechei o meu livro, e mesmo sem querer comecei a rir e respondi :
- Nossa, estranho? Ok tenho que assumir que sou um pouco, mas falando serio agora Alice... Eu também me sinto muito bem ao seu lado, gosto da sua presença, da sua voz, você consegue me trazer alegria Alice.
Ela me olhou seria por alguns segundos e logo abriu um grande sorriso parecia aliviada de ouvir aquilo, ela pegou na minha mão e disse perto do meu ouvido bem baixo:
- faço das suas, as minhas palavras! E ainda mais, Eu estou …
Quando ela iria acabar a frase suas amigas entram gritando no corredor e a puxa dizendo que precisava falar com ela urgente, logo ela só teve tempo de me olhar com uma cara de desanimo mas conseguiu dizer que mais tarde conversaria comigo. Mas infelizmente não deu, a sala dela foi dispensada mais cedo, e eu voltei para casa com aquela frase na cabeça “ eu estou...” , tentei fazer minhas atividades de casa, estudar e ler, mas não conseguia de jeito nem um, a Alice tomou conta da minha cabeça de uma força assustadora, eu só conseguia deitar e esperar até que o outro dia começa-se.
Continua...

sábado, 4 de dezembro de 2010

O diário perdido

Era sexta-feira dez e meia da noite, estava mais uma vez sozinho em meu quarto pensando em como seria o mundo lá fora, sabendo que não iria ter sono mais uma noite por causa da minha insonia me deparei com uma lua grande e cheia dominando quase que por inteira a minha janela, e ao mesmo tempo aquele céu negro e cheio de mistério, talvez bem parecido com o meu coração.
Nunca fui muito positivo em relações a amizades, para dizer a verdade meus únicos amigos são meus remédios para dormir e minhas coleções de livros junto com o meu diário, é claro, nele eu conseguia ser uma pessoa comum, uma pessoa imaginativa, uma pessoa menos realista e com sonhos, decidi então mais uma vez, me dopar com os meus remédios para sono e depressão, pois com eles eu ficava livre da angustia que abitava em meu peito todas as horas do meu dia.
Sábado, acordei com o barulho ensurdecedor de um ronco de motor de moto, mais um dia começa, mais um dia e eu continuo assim, triste, sem amigos e sem vida, o que aliviava meu dia era a maldita praga chamada internet, passava horas ali em frente daquele monitor com um foco de luz enfuscante entre a escuridão do meu quarto, decidi tomar banho e ir ver a minha doce e adorável mãe, que na qual era a única pessoa capaz de me dar animo para viver neste mundo perdido e cruel. Mais uma vez voltei para meu quarto, liguei o meu abajur encima da minha escrivaninha e devorei um livro, desta vez era um livro diferente dos quais eu estava acostumado a ler, um livro serio mais usado para estudo. Exausto e com vontade de correr e buscar alguma coisa que não sabia o que realmente era, me deitei tomei meus remédios e fui dormir.
Domingo, acordei agitado tive mais um dos meus pesadelos terríveis, mais um sonho amedrontador que no qual já estava acostumado, tomei minha xícara de chá matinal, tomei um banho gelado para me despertar de vez, dei um beijo na minha doce mãe e sai, domingo era dia de ir a biblioteca, único lugar que no qual valia mesmo a pena ir, fui até o ponto de ônibus mais próximo da minha casa para ir buscar mais livros, no caminho encontro três garotos da minha sala, que conversavam bastante comigo e me ajudavam a me enturmar, mesmo não conseguindo. Eles logo me pararam e me convidaram para ir a uma festa, eu logo pensei que eles estavam loucos, eu em uma festa? Impossível. Mas Decidi ir, pensei que poderia ser bom para mim.
A festa seria neste domingo, as onze horas em ponto, eu iria encontrar eles na porta da nossa escola, seria uma festa para alunos mas sempre ia uns penetras, em comemoração ao encerramento do ano letivo da escola, eu como sempre fui muito desligado para tudo, cheguei na porta da escola as onze e meia, pedindo desculpas e colocando de volta o capuz do meu blusão, a festa já tinha começado quando chegamos, eu como muito divertido logo me sentei no primeiro degrau da escada do salão da escola e ali fiquei, com meu copo de refrigerante quase quente e sem gás, mas mesmo assim me sentia feliz, pois , não era convidado para muitos lugares, eu não saia de casa para ir a lugar que não fosse biblioteca e escola, com uma musica lenta no fundo, logo a musica que eu mais gostava, hey There Delilah da banda Plain White T's , não aguentei e comecei a cantar bem baixo para ninguém que passa-se ouvisse eu cantar, quando eu menos imagino uma garota, linda por sinal, cabelos negros, da pele branca feito neve, chega ao meu lado e diz :
- Posso sentar ao seu lado?
Logo eu respondo envergonhado e um pouco tímido :
- Sim, sem problemas.
E logo volto a olhar para o meu copo de refrigerante cada vez mais tímido, quando percebi que a garota estava tentando puxar assunto, ela olhou para mim e perguntou :
- Você é sempre assim? Quieto, parecendo triste, Qual o seu nome?
Olhei para ela com um sorriso disfarçado e disse :
- Sim, infelizmente sim. Meu nome? Meu nome é Pedro, e o seu?
Ela sorriu quase rindo, e logo disse :
- Meu nome é Alice.
Fiquei logo encabulado e sem assunto, mas não conseguia parar de olhar para ela, por mais que eu tenta-se desviar o olhar e a atenção, uma força fazia com que eu olha-se de novo para ela. Ela então fez outra pergunta :
- Você estuda aqui? Gosta de Plain White ?
Pensei por alguns instantes e logo respondi :
- Sim estudo, e você? Plain White ? Eu gosto, porque?
Fiquei esperando a resposta dela como nunca esperei nada de ninguém antes e logo ela respondeu :
- Nossa que legal, estudo aqui também, Plain White? Eu adoro, ainda mais essa musica que está tocando, é a minha preferida deles.
Nós dois trocando olhares e eu pensando, em como eu estava feliz em estar do lado dela, mesmo nem conhecendo-a direito, mas alguma coisa dentro de mim mudou era estranho e ela logo disse com pressa depois de olhar ao celular :
- Nossa, Pedro preciso ir para casa, as aulas não acabaram ainda e a gente precisa ir até o final, você vai ? Foi muito bom conversar com você, quero ficar mais vezes com você.
Foi quando eu criei coragem pela primeira vez na vida e disse :
- Vou sim, você quer ficar mais vezes comigo? Podemos nos ver amanha? Na escola...
e Alice logo com um sorriso no rosto falou :
- Com certeza Pedro, amanha de manha aqui na porta, nós entraremos juntos e você vai me levar até a minha sala (dando risadas).
Eu muito feliz disse :
- Tudo bem, amanha de manha. Levar você na sala. Ok, Fechado.
Quando ela estava descendo a escada eu digo:
- Alice!
Ela vira e diz:
- Sim, Pedro?
E eu com toda coragem do mundo falo :
- Boa noite, foi muito bom te conhecer.
Ela rapidamente muda de expressão,de um rosto preocupado para um feliz responde :
- Boa noite Pedro, foi muito bom te conhecer, até amanha.
Ela desceu as escadas correndo, e eu logo olhei para o meu relógio e percebi que já era quase uma hora da manha, precisava ir para casa, o tempo simplesmente voou com a companhia da Alice, mas valeu a pena, logo eu desci as escadas e fui para casa, pela primeira vez na vida volto feliz. Cheguei em casa tomei banho e não tirava a Alice da minha cabeça, decidi então deitar e imaginar como seria amanha com ela. E pela primeira vez durante anos, adormeci sem precisar de remédios.
Continua...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Apresentações

Irei me apresentar da forma mais breve possível, primeiro porque odeio apresentações, segundo porque provavelmente vocês que iram ver o conteúdo do blog não vão querer saber sobre mim e sim sobre o que irei postar.
Primeiramente meu nome é Guilherme, tenho dezesseis anos, moro em São Paulo e no momento apenas estudo, poderia agora citar algumas coisas que eu gosto, mais é bem complicado de eu achar alguma coisa que eu goste, então não vou perder nem o meu tempo muito menos o tempo de vocês queridos coleguinhas da internet.
Postarei semanalmente aqui no blog, as vezes (raramente) irei postar mais de um texto por semana, e irei falar do que eu quero, do que eu me sinto bem e com vontade de dizer, pode ser da mãe do meu vizinho ou até mesmo da bolacha que estou comendo, isso vai depender da criatividade do cabeçudo aqui, irei também criar historias e postar aqui. Pois bem, apresentações e explicações feitas encerro por aqui.
Dês de já, agradeço a visita e volte sempre.